Donnerstag, 1. Mai 2014

Férias nos EUA

O deixa que eu te levo é um blog sobre a Suíça. Infelizmente ele está meio abandonado no momento, por causa da gravidez e do tanto de atenção que a filhota mais velha está exigindo.
Mas no mês de abril fomos fazer férias nos EUA, e essa viagem foi tão intensa, aprendi tanta coisa, que tive a necessidade de escrever e compartilhar com todos o que vivemos lá.
vou escrever em tópicos, e vou colocar aqui o que me vier na cabeça.. portanto não esperem muita ordem por tema, e sim por prioridade do que ficou marcado em mim.

- Nos EUA tudo é grande! prédios, mercados, ruas... é tudo longe. Pensem que moro na Suíça onde tudo é pequeno, perto, compacto e essa foi minha referência. Talvez para quem mora no Brasil seja tudo muito parecido.
- O Brasil é extremamente influenciado pelo modo de vida americano. Muitas vezes me senti no Brasil. Mesmo os brasileiros que criticam os EUA, vivem sobre essa influência e modo de vida norte americano.
- Mesmo me dando a impressão da semelhança com o Brasil, os EUA é sem dúvida mais organizado, seguro e limpo. Não é perfeito, de jeito nenhum. E nesse sentido a Suíça é mais organizada ainda. Mas conheci tantos brasileiros "fugindo" do Brasil para ter uma vida melhor nos EUA, que comecei a reparar nesse sentido também. Fiquei chocada quando conheci casais de brasileiros onde o marido virou dono de casa e a esposa trabalha e sustenta a vida do casal. Isso tudo para ter uma vida melhor do que a do Brasil. Em uma cultura patrical como a brasileira, onde o homem é o chefe da família, os homens se sujeitarem a trabalhar como donos de casa e cuidar das crianças me deixou muito surpreendida. Vi várias famílias da classe média brasileira, com bom estudo, boa condição financeira e pontencial de empreender e gerar dinheiro para o Brasil, fazendo de tudo para morar fora e ter o emprego mais valorizado e o seu imposto retornado em benefícios, principalmente segurança. Isso não sou eu que estou dizendo, e sim o André, que encontramos brincando com a sua filha no parquinho da Madison Square.
- Nos EUA eu vi uma realidade que é sabida mas nunca me foi esfregada na cara como lá. A classe social é diretamente ligada com a cor da sua pele. Tem excessões? deve ter.. eu não vi. Via de regra, o dono do mercado é branco, o caixa, o empacotador e o faxineiro são negros. Reparei que eles são fortes, não são de se rebaixar, lutam! Mas a separação é enorme! e pela primeira vez vi isso tão na cara, tão claro que tive que pensar sobre o assunto, que é real. Sua cor te define.
- Os americanos são simpáticos. Do seu modo. De um modo diferente do Brasileiro, diferente do Suíço, de um modo que demorei uns dias para me acostumar e acreditar que aquilo era realmente simpatia.
- O preço da etiqueta não é o preço real. no caixa o imposto ainda vai ser cobrado e isso me irritou muito. Se na etiqueta está escrito 20,00 dolares, calcule mais 8% (em NY) ou 6% na flórida, cada estado é diferente. Gorjetas são quase uma obrigação. geralmente vem escrito no recibo o quanto de gorjeta é esperado. Em um restaurante por exemplo eles pedem "gentilmente" 20% do valor para o serviço.
- Nos EUA praticamente não se vive sem carro. Em NY talvez seja mais fácil mas Washington e Miami quando perguntamos sobre o transporte público deram risada e falaram para pegar taxi ou alugar carro.
- É difícil e caro comer bem. Aprendi que tenho que agradecer pela qualidade da comida que tenho. Mas bacon com xarope de milho e panqueca até que é gostoso.
- Quase não acredito que para brasileiros é mais barato comprar nos EUA do que no Brasil. Para a minha realidade a diferença não é tão grande não. Penso o quanto está caro o Brasil?!!
- Na flórida a língua oficial é espanhol e/ou português. raramente gastei meu inglês.
- São patriotas e ponto. Isso é sabido.
- Não são tão gordos quanto eu imaginei.
- Em frente à Casa Branca há protestos sem fim. Gente contando e falando verdades que não são ditas por aí aos quatro ventos. Os  temas mais batidos são as guerras e o fato de os EUA controlarem e observarem tudo e todos.
- Páscoa não tem um grande significado. Não vimos decoração nenhuma, nada de ovos, chocolates e afins.Vi muitos judeus e vi que comemoram o passover (não sei bem o que é comemorado). Por viver na Suíça e ter vivido no Brasil o catolicismo tão forte, achei estranho não ver a páscoa presente.
-  É difícil viajar com criança de dois anos e grávida para uma cidade grande.

Acho que por enquanto é isso.. vou completando o blog se lembrar de mais coisas.
abraços
Re.

Freitag, 22. Februar 2013

Engelberg Titlis com -12 graus!!

Oi pessoal

Depois de muito tempo sem escrever, aqui estou eu devolta. Meu post hoje é sobre minha paixão suíça: Os Alpes! e meu passeio com uma viajante demais de querida.

Ontem levei a Cristina passear na montanha Engelberg Titlis. Ela achou o Deixa que eu te levo pelo facebook e ficamos em contato até nos encontrarmos. Nos encontramos na estação de Zürich. Eu já tinha comprado os tickets em uma promoção legal, o que facilitou a vida da Cristina.

Eu conhecia só a metade da montanha de Engelberg, mas o topo, foi o passeio com a Cristina que me proporcionou conhecer. Às vezes eu parecia mais a turista do que ela. É lindo estar no pico de uma montanha, o sentimento de estar à cima de tudo, pisando em cima das nuvens, em cima de nós só tinha o céu, o sol e mais nada. Frio?? Sim.. muito. -12 graus e mais o vento que corta o rosto. Fotos? sim.. mas muito rápido, porque os dedos congelam e dói.

Eu fiz as fotos da Cristina e ela ficou feliz de ter fotos legais. Como ela estava viajando sozinha, tinha que pedir para as pessoas na rua que tirassem fotos e infelizmente nem sempre saia como ela gostaria.
A viagem com os teleféricos demora uns 45 minutos desde o pé da montanha até o pico. Minha viajante tinha medo de altura, assim como eu tenho os meus frios na barriga. Uma ajudando a outra a superar e afinal dando risada disso. O último teleférico é o famoso Rotair, ele nos leva até o pico Titlis e faz rotação de 360 graus entre uma parada e outra. Não vou negar que é uma sensação estranha no começo. Mas acostuma. No topo há uma ponte suspensa que liga uma das pontas da montanha à outra. Em baixo dos pés, tem somente a ponte e um abismo, olhar para baixo é somente para os fortes. O passeio na ponte foi deixado pra trás. Isso seria muita superação do medo. Mas rendeu algumas fotos somente no início da ponte... já que ela estava lá, não podia perder.

Almoçamos, visitamos a gruta de gelo e depois descemos à próxima estação, o Trübsee. Infelizmente lá não tinha mais sol, estávamos à baixo das nuvens e a neblina não nos permitia ver 20m diante do nariz. Mas a Cristina se divertiu escorregando nas pistas para bóia e trenó. O tempo frio e seco permitiu que os floquinhos de neve mantessem o formato de estrela, o que rendeu umas fotos lindinhas.

Para esquentar fomos tomar um café e comer um docinho. Ir pra montanha cansa, de verdade, mesmo que a vontade de conhecer cada centímetro daquela maravilha seja grande. Lá por 16h cansamos. Esse é o horário que começa a escurecer e o pessoal se ajeita pra ir embora. Pegamos o bondinho e descemos em direção da estação de trem. Ainda demos uma volta rápida pela cidade, tinhamos pouco tempo e os trens são muito pontuais. Fora o frio que não motivava muito a dar um passeio mais demorado.

O passeio foi muito legal. A Cristina é uma pessoal cult, trabalha com arte, informada, antenada e gosta do silêncio. Se informou muito sobre o passeio e também me ensinou várias coisas. É aquela pessoa que te acrescenta sabedoria. Gosta de boa música, aproveita o passeio e conhece aquilo que da tempo. Ela é mesmo uma viajante, sem stress.  Ainda foi minha "cobaia". Ela participou do dia em que eu saí pela primeira vez, o dia todo sem minha filhinha de 11 meses. Foi muito querida e paciente com a minha preocupação. Ela está viajando sozinha e eu adorei ser a companhia dela em Engelberg.

No fim da viagem pegamos o trem e ela dormiu. Enfim um momento de descanço. Nosso dia acabou às 19h00 chegando em Zürich. Com muita vontade de um banho, um sono e com a lembrança de Engelberg - Titlis, uma das montanhas mais altas da Europa com 3020 m à cima do mar.

Obrigada pelo dia Cristina.
Beijos a todos
Renata.










Fotos: Renata Säuberli

Montag, 29. Oktober 2012

inverno no outono

E o nosso outono pelo jeito passou batido e a neve veio com tudo.

Boa notícia para os viajantes que estão loucos para conhecer neve, mas querem economizar e não viajar na temporada!!
Hoje quero levar vocês para as montanhas que eu já conheço, contar um pouquinho e ainda contar um pouco das mais famosas que eu ainda não conheço.

Como já falei mais de uma vez, sou fã de carteirinha dos alpes, e quem conhece, com certeza também vira um. A princípio as montanhas são sempre iguais. Um teleférico te leva da cidade até a próxima estação de teleférico. As motanhas tem várias paradas, como paradas de ônibus. Quando começa a nevar, muitas vezes as primeiras estações ainda não tenham neve, e assim terá que ir à próxima. Lógicamente a última parada é o pico, e é o highlite da montanha. De qualquer altitude a vista é fascinante, mas do pico é especial.

Nas motanhas são oferecidas várias atividades, tanto para inverno quanto para o verão. Mas o inverno é aquela coisa: neve, sky, snowboard, fondue, raclete, galera, gente bonita. É a felicidade da época, é como a gente ir pra praia no carnaval. Enfim, é um "tem que ir" como se diz em alemão.
Lojas especializadas, localizadas no pé da montanha, ou nas paradas oferecem aluguel de equipamentos para esquiar e fazer snowboard (surf na neve) e também cursos com instrutores certificados. Esquiar e fazer snowboard não tem idade. Ver crianças de 5 anos ou senhores no auge dos seus 70 aninhos com um ski no pé, fazendo manobras, dando pulinhos e arrazando com os adultos ou jovens, não é novidade.
Pra quem não se sente à vontade com um ski preso no pé, escorregando morro a baixo, são oferecidos também caminhos marcados para andar de trenó e fazer caminhadas. Andar com o pé afundando na neve, sentindo o vento gelado no rosto é gostoso demais! E andar de trenó é tudo! Uma adrenalina mais tranquila.

Restaurantes com comídas típicas também não faltam. São carinhos, porque a logística até a montanha não é barato. Mas vamos combinar que se você chegou até lá, curtindo aquela vista maravilhosa, você não vai reparar se um macarrão custar Fr 25,00.

O que talvez muitos não saibam é que nas motanhas da pra pegar um bronze! A reflexão do sol na neve é poderosa, e deixa bronzeadinho, ou até mesmo vermelhão. Portanto não esqueça de jeito nenhum o protetor solar de alto fator e também um BOM óculos de sol. Por favor, não esqueça mesmo!! Você também pode comprar lá em cima por um precinho mais salgado, mas se não tiver compre. As chances de ter sol na montanha, mesmo com tempo ruim, depende de quanto alto você sobe. O pico das mais altas podem ficar à cima das nuvens.

 As minhas recomendações são

Hoch Ybrig: a 1h30 partindo de Zürich de trem. No caminho aproveite para dar uma volta por Einsiedeln. É a cidade mais próxima da montanha e é onde fica a catedral da santa negra. uma gracinha. http://www.hoch-ybrig.ch/winter/






Titlis: a 1h50 de Zürich partindo de trem. Aproveite a paisagem do caminho. Cada bondinho no Titlis tem a bandeira de um país do lado de fora. Tente pegar o do Brasil e faça uma foto! Para subir até o pico tem um teleférico panorâmico. http://engelberg.ch/



Grindelwald: a 2h37 partindo de Zürich de trem. Tome um chocolate quente e um solzinho na sacada do restaurante. http://www.grindenwald.ch/


Rigi: a 1h40 partindo de Zürich de trem. Eu conheço a montanha no verão e é lindo para fazer uma caminhada. Tire fotos das flores alpinas. http://www.jungfrau.ch/de/winter/start/



Jungfraujoch: a 4h20 partindo de Zürich de trem. É denominado o topo da Europa. Visite o palácio de gelo! http://www.jungfrau.ch/de/winter/start/

Scuol: a 2h40 partindo de Zürich de trem. Se for passar o fim de semana, aproveite o spa e as águas termais. http://www.engadin.com/ferienorte/engadin-scuol/?S=2

Infelizmente não tenho mais fotos do Jungfraujoch e de Scuol mais. Perdi. Mas admirem as fotos no site.

e vou deixando vocês por aqui. Para mais informações me escreva!

beijos
Re.

Dienstag, 23. Oktober 2012

Programa de fim de semana

No último fim de semana fiz programa de sábado em família. Com a minha pequena Melissa fomos para o Kinderzoo Rapperswil (zoológico de crianças em Rapperswil). Pra quem mora aqui, ou veio passar férias com a criançada e quer um programa para os pequenos, recomendo muito.

Rapperswil fica a 40min de Zürich de trem, e o zoológico é bem pertinho da estação (5-10min a pé). O lugar não é muito grande e tem mais cara de fazendinha do que de zoológico. As crianças tem a liberdade de dar comida para os cavalinhos e elefantes, andar de ponei, brincar no cercado das cabras, passar a mão nos porquinhos e coelhos e andar de trenzinho puxado à cavalo. Fora isso tem a cada duas horas a apresentação dos leões marinhos, demais de engraçadinho. Elas jogam beijo, batem palmas, equilibram bolas no nariz e pedem aplausos.

Crianças pagam à partir de 4 anos (Fr 6,00) e adultos à partir de 16 anos (Fr 14,00). Reserve pelo menos um meio dia para a visita. Se decidir passar o dia todo, as crianças irão adorar. O zoológico oferece parquinhos enormes, restaurantes e lugares para grelhar uma carninha e fazer picnic.

Somente para adultos, vale a visita, mas não é tão legal se não tiver um pequeninho do seu lado com os olhinhos brilhando.

Infelizmente não fiz fotos dessa vez, mas segue aí o site para os interessados.

http://www.knieskinderzoo.ch

curiosidade: o Zoológico tem um programa para adotar bichinhos. Mais informações no site (em alemão).

Dienstag, 2. Oktober 2012

Caro?

Eu sempre afirmei com toda segurança que a Suíça é caríssima, que viajar aqui é caro, comprar é caro, impostos, aluguel... Porém em uma conversa com um dos viajantes que eu levei passear, ele me falou que no Brasil são calculados 3 meses de salário somente para impostos! 3 meses! Aqui contamos 1 mês.

O Brasil na verdade é um país bem caro e cheguei à conclusão que para os brasileiros uma viagem por aqui não é tão cara assim. Comprada com antecedência, a passagem São Paulo - Zürich - São Paulo custa em médica R$ 2.500,00. Esses dias alguém no Brasil me contou que pagou quase R$ 5.000,00 para fazer Curitiba - Manaus - Porto Alegre - Curitiba!! Planejando direitinho o dinheiro, pode-se viajar legal pela Suíça e até fazer umas comprinhas.

O que me deu certeza de que a Suíça não é tão cara como eu imaginava, foi a matéria que saiu na Folha de São Paulo do dia 20 de Setembro no caderno de turismo.
"Para o viajante brasileiros, uma país tão diverso, educado e pouco populoso se revela seguro. E, seja nos preços de alimentação mais simples ou de artigos de luxo, como relógios, os valores não assustam tanto. Além disso a Suíça é divertida: reúne destinos bem urbanos e de aventura." diz Silvio Cioffi.
Aqui os links da reportagem toda com fotos:

http://www1.folha.uol.com.br/turismo/1155432-animada-zurique-dorme-tarde-e-dirige-muito-pouco.shtml

Investir em uma viagem legal na Suíça é um bom negócio. Devorar um dos melhores queijos e chocolate do mundo (hmmm), nos Alpes curtir uns momentos de aventura, ver a parte urbana e diversificada com gente de todo canto do mundo, no frio tentar andar de Ski e no verão pular no lago de Zürich, conhecer a universidade onde Einstein estudou, ver igrejas que foram o berço da reforma na igreja, tudo por um preço acessível realmente vale muito à pena.

Estou esperando os viajantes que querem ver tudo isso de perto. Levo para conhecer e ainda dou dicas de promoções.

Beijos a todos!
Renata









Mittwoch, 19. September 2012

Que tal se aventurar no interior?

"era uma vez, um lugarzinho no meio do nada, com sabor de chocolate e cheiro de terra molhada..."
Quem lembra?

Esse lugar existe! Fica a 3h partindo de Zürich, é o vilarejo Broc onde está a fábrica de chocolate mais antiga da Suíça, a Cailler. E ontem fui me perder pra lá.
A viagem demora um pouco, ainda mais quando você tem um carrinho de criança e acaba perdendo uma das conexões. Mas é aquele demorado tranquilo. Eu saí de Baden onde moro, na ida fiz 2 conexões de trem e na volta 3. Ainda bem que todos se dispõe a ajudar para colocar o carrinho no trem quando ele não era no nível do chão.

Levantei cedão e lá fui eu com a Melissa, minha filhota (que dormiu lindamente confortável a maior parte do dia... ). Nas cidades grandes eu me acho, foi super fácil pegar o trem aqui, descer em Berna e pegar o outro lá. Já quando estou no interior me perco. Bulle é a maior cidade antes de chegar no vilarejo Broc. A partir de Bern troca o idioma de alemão para francês, e no interior é mais difícil achar quem fale inglês ou alemão, daí vou eu lá gastar o meu francêsespanhoneisitalianesportuguês para me achar.

Até eu descobrir onde saia o trem para o vilarejo eu já tinha perdido, e lógico que lá não é como aqui que tem trem a cada 15min, e sim de 1 em 1h! Para uma cidade tão pequena não vale a pena ter trens com maior frequência. (levei na esportiva e fui tomar um café no meio tempo.. em francês, mas ouvindo Zeca Pagodinho na lanchonete... eeee Brasil!)

Entrei no trem, com muito esforço, porque dessa vez só estava eu com a Melissa no trem e mais duas senhoras bem de idade que não puderam me ajudar, mas insistiam em falar comigo no melhor do francês e eu só respondia "oui" e dava uma risadinha! Entendi meia dúzia de palavras pingadas, o que as fez pensar que eu mandava no francês. Enfim chegamos em Broc-Fabrique.

Aí me veio aquela música na cabeça. A cidade cheira a chocolate, tem gosto de chocolate, tanto que até me fez perder a vontade de comer. E realmente é no meio do nada! Chegando na fábrica da Cailler você pode escolher a língua para o tour. Alemão, francês ou inglês. Não perguntei se havia outras opções. A visita dura mais ou menos 30 min. Começa com um caminho contando a história do chocolate, terminando com a fundação da Cailler, que é bem interessante.
Depois tem exposição de cacau, nozes, leite e por fim um pouquinho da produção. No fim tem degustação (volta a vontade de comer. hhhmmmm!!) e um atelier onde teoricamente pode-se fazer o próprio chocolate e levar pra casa. Ontem o lugar estava reservado para estudantes. Dizem que se tiver livre e se formar um grupinho, eles abrem para os visitantes. Mas a moça da recepção me contou que é bom reservar, senão as chances são mínimas. E como para todo lugar turístico a visita termina em uma lojinha e um restaurante.

De Broc-Fabrique tive a coragem de voltar pra Bulle e ir para Gruyére ainda, apesar do cansaço, mas já que fui até lá... Chegando na estação de Gruyére, atravessei a rua e lá estava a fábrica de um dos queijos mais famosos da Suíça. Também com uma visita de 30-40min e amostrinha do queijo. O tour é feito com uma espécie de telefone em várias línguas, e quem conta a história do queijo e também do seu dia-a-dia é a Vaquinha Cereja. Muito simpática por sinal. No fim tem a vista do porão onde é estocado o queijo Gruyére, uma lojinha e um restaurante. Em Gruyére também tem a opção de visitar o castelo. Você pode comprar o entrada combinado para visita da fábrica e do castelo. Não fui até lá, mas ouvi dizer que vale muito à pena.

O caminho de trem até essa região é muito gostoso. 3 horas de paisagens lindas, com direito a vista para os Alpes e fazendas com muitas vaquinhas. Bucólico, silencioso e com o ar puro que somente a região dos Alpes Suíços oferece. Os trens são na sua maioria modernos. E para quem vai com as crianças tem vagão para famílias, com parquinho (sim, tem um parquinho dentro do trem).

Agora, valeu a pena? Posso falar bem sinceramente? Pra mim não. Se você estiver a caminho de Genebra ou Montreaux por exemplo e vai passar uns dias viajando pela região, pode parar para almoçar um Fondue e ir visitar a fábrica do Gruyére, ou então se bater uma vontade irresistível de conhecer a cidade com gosto de chocolate, vá, é gostoso e uma pausa na viagem faz bem! Mas não pegue um dia da sua viagem somente para isso, a não ser que você faça muita questão. A entrada dos lugares é meio cara para o que é oferecido. Fr. 10,- para a Cailler e Fr. 7,- para Gruyére com meia hora de visita cada, mas se pensar que os dois lugares fazem parte da essência suíça... da gosto de ter ido.

A baixo fotos para despertar a curiosidade.
vou deixando vocês por aqui.

beijos
Renata.

trem de Berna para Bulle

vista de dentro do trem

vista de dentro do trem

estação de trem Broc Fabrique

entrada da fabrica da Cailler

uma das embalagens mais velhas dos chocolates Nestlé

Painel de propaganda da Cailler

Parede de chocolate na loja da Cailler

Fábrica da Cailler

Exposição na fabrica do queijo Gruyére

Exposição na fabrica do queijo Gruyére 
Exposição na fabrica do queijo Gruyére

vaquinha cereja

banquinho para crianças

História do Gruyére

Porão de conservação do queijo Gruyére



Sonntag, 9. September 2012

Pilatus e o caminho de trem mais íngreme do mundo!

Hoje vou levar vocês para Pilatus.

Semana passada acompanhei o casal Robson e Jaqueline. Eles estavam por 3 dias na Suíça, nos encontramos por acaso e eles decidiram deixar o "Deixa que eu te levo" levá-los.

Foi um dia ótimo, um pouco nublado, mas lindo e divertido com um casal super simpático. No tempo em que estavam aqui, queriam visitar os Alpes e Luzern. Eles mesmos pesquisaram onde ir e só me pediram para acompanhar.

Trem até as montanhas têm, como para qualquer parte da Suíça, o caminho porém é chatinho. Plataformas e mais plataformas, conexões e mais conexões, mas o Deixa que eu te levo mostra o caminho.

O casal decidiu visitar a montanha Pilatus, uma boa escolha, já que fica à apenas 30min de Luzern, que seria a próxima parada. Pilatus fica a pouco mais de 2100m acima do nível do mar e é conhecida por ter o caminho de trem mais íngreme do mundo (inclinação máxima 48%). No Pilatus, não é o pico o objetivo. A subida com o trenzinho é linda e é o auge da visita.
É mesmo íngreme?? É!! bem íngreme, sensação de montanha russa (ta, talvez algumas montanhas russas sejam mais íngremes, mas na emoção do momento, o subida pro Pilatus é bem inclinada). Recomendação importante pra quem vai e tem medo de altura: Em certos momentos você vai preferir não olhar pra fora, se olhar, concentre-se na subida, descida pra quem tem medo... não é legal. Pra quem gosta, se apresse para pegar o primeiro vagão.

Depois de meia hora de trem, chega-se ao pico da montanha. Ai que lugar! Eu sou meio suspeita a falar, sou fã de carteirinha dos Alpes, fã de qualquer vista que se tenha deles ou de cima deles. Com neve ou sem, com frio, sol, chuva ou vento... mesmo assim sou amante dos Alpes.
Como eu já disse, o dia estava nublado, mas nos 2100m de altura ficamos por cima das nuvens. Aquele mar de nuvens aos seus pés, o sol brilhando (o sol que você quer aproveitar muito, porque sabe quando descer vai estar nublado), a escada que leva até o topo do topo e a vista, apaixonante.

Tem que ir ver, escrever sobre isso é muito difícil. Ainda mais para uma apaixonada pelos Alpes como eu. Mas vou colocar fotos no fim pra ver se da pra entender melhor o que quero dizer.
Há outras possibilidades de subir no Pilatus. O que muitos fazem é subir de teleférico, descer com o trem e ir até Luzern de barco, uma opção maravilhosa!

Do Pilatus para Luzern fomos de trem. Sobre o passeio nem preciso comentar muito. No meu post sobre Luzern já falei o quanto gosto de lá, e com o Robson e a Jaqueline foi mais uma vez uma delícia passear e ter o prazer de apresentar a cidade aos dois que se deixaram levar.

vou deixando vocês com fotos, do passeio nublado e lindo!
beijos Re